No
âmbito da(s) Semana(s) da Leitura, as Bibliotecas do Infante da Escola D. Luís de Loureiro dinamizaram a
atividade "Estendal de Poesia", celebrando, em simultâneo, o Dia Mundial
da Poesia, da Árvore e das Florestas.
Na
semana de 16 a 21 de março, a Biblioteca do Infante transformou-se num espaço inspirador,
onde poemasde diversos autores, dedicados às árvores e à natureza, foram
expostos num estendal poético, convidando toda a comunidade escolar a parar,
ler e sentir a natureza através da poesia.
Na Biblioteca D. Luís de Loureiro, ao longo da(s) semana(s) da Leitura, versos de poemas de autores consagrados embelezaram a biblioteca e convidaram à leitura.
No âmbito da(s) Semana(s) da Leitura, as bibliotecas organizaram um encontro com o poeta António Gil. Este evento literário envolveu todas as turmas do 9.º ano e inseriu-se na atividade «Poetas de Viseu», que visou dar a conhecer a vida e a obra de poetas da nossa cidade.
Para além de uma pequena exposição sobre a vida e alguns textos de poetas viseenses, pretendeu-se, sobretudo, aproximar os alunos do texto poético e promover a reflexão sobre a poesia e a sua importância para a vida humana. Como afirmou um dia o cantor Pedro Abrunhosa, "A poesia é a vida. O resto é comprar um par de sapatos, andar de autocarro, ir para a fila do supermercado".
Os alunos declamaram poemas e colocaram questões sobre o ato de escrever e sobre a poesia. Todos os participantes saíram enriquecidos deste momento de partilha. Deixamos aqui o registo de alguns dos momentos vividos.
Hoje, na biblioteca D. Luís de Loureiro, antecipando-se a celebração do Dia do Livro Português(por constrangimentos relacionados com outras atividades...), alunos do 7.º ano e do 8.º ano estiveram na biblioteca a partilhar a leitura em voz alta de dois livros, de dois grandes autores juvenis.
No caso do 7.º ano, os alunos leram «Os livros que devoraram o meu pai», de Afonso Cruz; as turmas do 8.º ano, leram capítulos do livro «Coisas que acontecem», de Inês Barata Raposo.
A leitura ficou a meio, mas os alunos podem continuar a leitura destes livros em casa, mediante requisição domiciliária. Boas leituras!
Decorreu, na biblioteca da EDLL, ontem, dia 19 de março, no âmbito da festa da leitura e dos livros, um encontro entre alguns utentes da ASSOPS e os alunos do 2.º ciclo (turmas 5.º G, 6.º G e 6.º H). Foi também um momento de antecipação da celebração do Dia Mundial da Poesia, da Árvore e das Florestas, que acontecerá no próximo dia 21 de março.
Os alunos partilharam poemas do livro «Herbário», de Jorge Sousa Braga, e lendas da região das Beiras, nomeadamente: «A lenda da Serra da Estrela»; «A raposa e a carriça» e «A cabra e o seu leite».
Os utentes da ASSOPS contaram aos alunos como era a vida em Silgueiros no tempo em que eram meninos e algumas histórias que marcaram as suas vidas.
Viveram-se momentos muito interessantes e, sobretudo, partilharam-se histórias de vida e muita poesia!
O Dia Mundial da Água é celebrado anualmente no dia 22 de março com o objetivo de chamar a atenção para a importância da água doce e defender uma utilização e controlo sustentáveis dos recursos de água potável.
O dia 22 de março foi proclamado como o Dia Mundial da Água através da Resolução 47/193 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 22 de dezembro de 1992.
Cada vez mais, é importante refletirmos em conjunto sobre o que água significa para nós, o seu verdadeiro valor e o modo como podemos proteger este recurso precioso.
Visualize a curta «Aquametragem» (6 m), realizada por Marina
Lobo e vencedora do prémio da categoria "Proteger o nosso planeta",
no Festival de Filmes ODSs em Ação, da Organização das Nações Unidas. Pretende sensibilizar o público para uma mudança de comportamentos no modo de consumo da água e para um uso eficiente deste bem.
Assista aqui ao documentário da Netflix«World's Water Crisis», sobre o problema mundial que envolve este bem tão precioso (18 m, com legendas em português).
Pode ainda ler alguns poemas sobre a água:
Lição sobre a água
Este líquido é água. Quando pura é inodora, insípida e incolor. Reduzida a vapor, sob tensão e a alta temperatura, move os êmbolos das máquinas que, por isso, se denominam máquinas de vapor.
É um bom dissolvente. Embora com excepções mas de um modo geral, dissolve tudo bem, ácidos, base e sais. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100, quando à pressão normal.
Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão, sob um luar gomoso e branco de camélia, apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão.
António Gedeão
No alto mar
A luz escorre
Lisa sobre a água.
Planície infinita
Que ninguém habita.
O Sol brilha enorme
Sem que ninguém forme
Gestos na sua luz.
Livre e verde a água ondula
Graça que não modula
O sonho de ninguém.
São claros e vastos os espaços
Onde baloiça o vento
E ninguém nunca de delícia ou de tormento
Abre neles os seus braços.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Prendei o rio
Prendei o rio Maltratai o rio Trucidai o rio A água não morre A água que é feita de gotas inermes Que um dia serão Maiores que o rio Grandes como o oceano Fortes como os gelos Os gelos polares Que tudo arrebentam.
Manuel Bandeira
Os rios
Os rios que eu encontro
vão seguindo comigo.
Rios são de água pouca,
em que a água sempre está por um fio.
Cortados no verão
que faz secar todos os rios.
Rios todos com nome
e que abraço como a amigos.
Uns com nome de gente,
outros com nome de bicho,
uns com nome de santo,
muitos só com apelido.
Mas todos como a gente
que por aqui tenho visto:
a gente cuja vida
se interrompe quando os rios.
João Cabral de Melo Neto
Nossa sabedoria é a dos rios.
Não temos outra.
Persistir. Ir com os rios,
onda a onda.
Os peixes cruzarão nossos rostos vazios.
Intactos passaremos sob a correnteza
feita por nós e o nosso desespero.
Passaremos límpidos.
E nos moveremos,
rio dentro do rio,
corpo dentro do corpo,
como antigos veleiros.
Carlos Nejar
O rio
O que me agrada no rio,
o que melhor me convém
nas suas águas de cio
e de tristeza também
é a cantiga de quem
viaja por desfastio,
sem saber que o mar além
seja distante ou vazio.
O rio não perde o fio
de tempo que vai e vem
entre a nascente e o cicio
da foz que sempre contém
o que se quer como um bem
que, sendo embora tardio,
é sombra de peixe e tem
seu melhor tempo no rio.
Celebraremos amanhã, dia 21 de março, o Dia Mundial da Poesia, da Árvore e das Florestas. Vamos festejar este dia tão importante através da divulgação de poemas de diferentes autores sobre esta temática e da visualização da animaçãodo realizador Frédéric Back,galardoada com vários prémios, a partir do livro «O homem que plantava árvores», de Jean Giono.
Partilhamos aqui dois belos poemas sobre as árvores.
As árvores e os livros, de Jorge Sousa Braga
Poema das árvores, de António Gedeão
Veja aqui o vídeo divulgado este ano pela ONU para celebrar a importância das florestas.
Pode também ver aqui a animação «O homem que plantava árvores», baseada no livro de Jean Giono.
As bibliotecas escolares celebraram o Dia Internacional da Mulher, lembrando o facto de este diacelebrar as conquistas das mulheres provenientes dos mais diversos contextos étnicos, culturais, socioeconómicos e políticos.
Através da exposição « Mulheres notáveis», na Biblioteca e nas portas de todas as salas da escola D. Luís de Loureiro, pretendeu-se dar a conhecer a história de vida de muitas mulheres que contribuíram e contribuem para a promoção da igualdade de direitos e para o reconhecimento do mérito feminino, em diversas áreas do conhecimento.
Apesar de todos os avanços relativos aos direitos das mulheres, nenhum país atingiu a igualdade plena entre homens e mulheres.
Aqui publicamos os podcasts produzidos
pelos alunos dos 2.º e 3.º ciclos sobre contos e lendas das Beiras, no âmbito da temática "Indo eu, indo eu a caminho de Viseu!".
A
Semana da Leitura decorrerá de 16 a 27 de março e coincidirá com a
Semana das Artes do Agrupamento, tendo como temática "Indo eu, indo eu a
caminho de Viseu!".
Junte-se
a nós neste evento que festeja a leitura, os contos e lendas da nossa região e
os poetas de Viseu!