
A
Maratona de Cartas é o maior evento de direitos humanos organizado pela
Amnistia Internacional em todo o mundo.
"Nos
últimos meses de cada ano, mobilizamos milhões de pessoas para que atuem em
defesa de pessoas e comunidades que veem os seus direitos humanos violados.
Após a divulgação dos casos, milhões de pessoas aceitam fazer frente à
injustiça e contribuir para um mundo mais justo: assinam petições, escrevem
cartas, organizam eventos, partilham informação nas redes socias, fazem
donativos e juntam-se ao nosso movimento.
A
Maratona de Cartas 2023 irá decorrer em Portugal de 1 de novembro de 2023 até
31 de janeiro de 2024."
in https://www.amnistia.pt/maratona/
À semelhança de anos anteriores, as bibliotecas do Infante e D. Luís de Loureiro, no âmbito da comemoração da Semana dos Direitos Humanos e em articulação com os grupos de EMRC, de História e os docentes de Cidadania e Desenvolvimento, promovem a sensibilização dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos, famílias, pessoal docente e não docente para a participação nesta iniciativa.
Todos os elementos da comunidade educativa poderão assinar online as cinco petições que em muito contribuirão para solucionar as situações de violação dos direitos humanos pelas quais nos batemos este ano.
Porque todos temos o dever de ser ativistas, conheça os cinco casos que necessitam do nosso apoio este ano.
. Ahmed
Mansoor não ficou calado ao ver o governo do seu país, os Emirados Árabes
Unidos, perseguir, deter, torturar e julgar injustamente as vozes dissidentes.
Agora, está também ele preso, em solitária, sem sequer ter acesso a uma cama.
Antes da sua prisão, Ahmed era uma das
poucas vozes nos Emirados Árabes Unidos que transmitia para o resto do mundo
informação credível e independente sobre as violações de direitos humanos
perpetradas no país. Levantava regularmente preocupações sobre a detenção,
tortura e julgamentos injustos das vozes dissidentes nos EAU. Falava sobre os
problemas dentro do sistema judicial e das leis nacionais que violavam as leis
internacionais.
Exija que os Emirados Árabes Unidos libertem de forma imediata e incondicional
Ahmed Mansoor!
. Ana Maria luta por
justiça pela morte do seu filho Pedro Henrique, um ativista brasileiro que
denunciava abusos por parte da polícia sobretudo contra a comunidade negra. Os
polícias suspeitos da sua morte ainda estão em funções.
Apesar das ameaças contínuas e do luto pela perda do filho, Ana Maria tem
procurado estoicamente a verdade sobre a sua morte, e tem apelado às
autoridades para que levem a cabo uma investigação e um julgamento
meticuloso.
Apoie Ana Maria na sua luta pela justiça!
. Sawyeddollah
é um refugiado Rohingya (uma minoria ética que enfrentou décadas de discriminação
patrocinada pelo Estado, no Myanmar) no Bangladesh que, juntamente com outros, pede que a
Meta, empresa dona do Facebook, pague as reparações devidas pelo seu papel nas
atrocidades cometidas contra aquela comunidade.
Exija à Meta que compense
devidamente Sawyeddolllah e as comunidades Rohingya!
. Thapelo é líder do
movimento AbM que luta pela dignidade e pelo direito à habitação dos mais
pobres na África do Sul. Vive escondido devido às ameaças de morte que tem
sofrido. Em 2022, três membros da AbM foram mortos. As ameaças e os
assassinatos aos membros da AbM têm de ser investigados.
Exija uma investigação rigorosa, imparcial, independente, transparente e efetiva
aos casos de assédio e assassinatos dos membros do AbM, levando os suspeitos
à justiça em julgamentos justos, de forma a parar os ataques contra os
membros do AbM!
. Uncle
Pabai e Uncle Paul são líderes comunitários da nação Guda Maluyligal do
território mais a norte da Austrália, no Estreito de Torres. As suas ilhas
estão em risco de desaparecer devido às alterações climáticas.
A menos que sejam tomadas ações urgentes, muitos dos habitantes do Estreito
de Torres serão forçados a deixar as suas casas uma vez que largas porções de
terra irão tornar-se inabitáveis. Isto seria devastador para as suas
comunidades.
O governo australiano tem de agir rapidamente contra as alterações climáticas. Apele à Austrália para tomar medidas urgentes contra as alterações climáticas!
Todos temos direito a ter direitos e todos somos responsáveis pela sua defesa!
Colabore e assine as cartas (assinatura online AQUI)!
Também poderá enviar mensagens solidárias AQUI.
PARTICIPE!