quinta-feira, 30 de abril de 2015

Autor em destaque

O autor em destaque na Biblioteca do Infante e na Biblioteca D. Luís de Loureiro, ao longo do mês de abril, foi o escritor Valter Hugo Mãe

Conhece aqui a sua biografia e as obras que publicou.

Aproveita e vê também esta entrevista: 



e lê este maravilhoso texto sobre as bibliotecas.


«As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem  está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros.
Todas as coisas do mundo podem ser chamadas a comparecer à força das palavras, para existirem diante de nós como matéria da imaginação. As bibliotecas são do tamanho do infinito e sabem toda a maravilha.
Os livros são família direta dos aviões, dos tapetes-voadores ou dos pássaros. Os livros são da família das nuvens e, como elas, sabem tornar-se invisíveis enquanto pairam, como se  entrassem para dentro do próprio ar, a ver o que existe dentro do ar que não se vê.
O leitor entra com o livro para dentro do ar que não se vê.
Com um pequeno sopro, o leitor muda para o outro lado do mundo ou para outro mundo, do avesso da realidade até ao avesso do tempo. Fora de tudo, fora da biblioteca. As bibliotecas não se importam que os leitores se sintam fora das
bibliotecas.
Os livros são toupeiras, são minhocas, eles são troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem como crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e baixo, o esquerda e direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Querem ver e contar. Os livros é que contam.
As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante e há sempre quem discuta com fervor o futuro, quem exija o futuro e seja destemido, merecedor da nossa confiança e da nossa fé.
Adianta pouco manter os livros de capas fechadas. Eles têm memória absoluta. Vão saber esperar até que alguém os abra.
Até que alguém se encoraje, esfaime, amadureça, reclame direito de seguir maior viagem. E vão oferecer tudo, uma e outra vez, generosos e abundantes. Os livros oferecem o que são, o que sabem, uma e outra vez, sem refilarem, sem se aborrecerem de encontrar infinitamente pessoas novas. Os livros gostam de pessoas que nunca pegaram neles, porque têm surpresas para elas e divertem-se a surpreender. Os livros divertem-se.
As pessoas que se tornam leitoras ficam logo mais espertas, até andam três centímetros mais altas, que é efeito de um orgulho saudável de estarem a fazer a coisa certa. Ler livros é uma coisa muito certa. As pessoas percebem isso imediatamente. E os livros não têm vertigens. Eles gostam de pessoas baixas e gostam de pessoas que ficam mais altas.
Depois da leitura de muitos livros pode ficar-se com uma inteligência admirável e a cabeça acende como se tivesse uma lâmpada dentro. É muito engraçado. Às vezes, os leitores são tão obstinados com a leitura que nem acendem a luz. Ficam com o livro perto do nariz a correr as linhas muito lentamente para serem capazes de ler. Os leitores mesmo inteligentes aprendem a ler tudo. Leem claramente o humor dos outros, a ansiedade, conseguem ler as tempestades e o silêncio, mesmo que seja um silêncio muito baixinho. Os melhores leitores, um dia, até aprendem a escrever. Aprendem a escrever livros. São como pessoas com palavras por fruto, como as árvores que dão maçãs ou laranjas. Dão palavras que fazem sentido e contam coisas às outras pessoas. Já vi gente a sair de dentro dos livros. Gente atarefada até com mudar o mundo. Saem das palavras e vestem-se à pressa com roupas diversas e vão porta fora a explicar descobertas importantes. Muita gente que vive dentro dos livros tem assuntos importantes para tratar. Precisamos de estar sempre atentos. Às vezes, compete-nos dar despacho. Sim, compete-nos pôr mãos ao trabalho. Mas sem medo. O trabalho que temos pela escola dos livros é normalmente um modo de ficarmos felizes.
Este texto é um abraço especial à biblioteca da escola Frei João, de Vila do Conde, e à biblioteca do Centro Escolar de Barqueiros, concelho de Barcelos. As pessoas que ali leem livros saberão porquê. Não deixa também de ser um abraço a todas as demais bibliotecas e bibliotecários, na esperança de que nada nos convença de que a ignorância ou o fim da fantasia e do sonho são o melhor para nós e para os nossos. Ler é esperar por melhor. »
in Jornal de Letras, 15 a 28 de maio de 2013

Procura, na tua biblioteca, um livro deste autor e ... boas leituras!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Concurso de Leitura da turma Vocacional

Em articulação com a professora de Português, a biblioteca D. Luís de Loureiro está a realizar um concurso de leitura com  a turma do Vocacional, em torno do livro «Hipopóptimos, uma história de amor», de Álvaro Magalhães.
 
Os alunos farão a leitura orientada do livro na aula de Português e, no final, realizar-se-á, na biblioteca, uma prova de avaliação da leitura.
 
Hoje, os alunos estiveram na biblioteca a conhecer a vida e a obra de Álvaro Magalhães, um dos maiores escritores da literatura juvenil portuguesa.
 

 
 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Formação sobre Cultura Cigana - Pais e Encarregados de Educação

No dia 24 de abril, na Biblioteca D. Luís de Loureiro, decorreu uma sessão de formação sobre Cultura Cigana, dinamizada pela Dr.ª Maria José Vicente, da Rede Europeia Anti-pobreza. Estiveram presentes cerca de 30 Pais/Encarregados de Educação de etnia cigana.
 
 

>

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Concurso «Estendal de Poesia»

Foram anunciados hoje os vencedores do Concurso «Estendal de Poesia», promovido pela Associação de Pais da Escolas D. Luís de Loureiro em colaboração com a biblioteca D. Luís de Loureiro. Todos os alunos receberam prémios (livros e material escolar) oferecidos pela Associação de Pais da DLL.
 
E os vencedores são:
 
1.º prémio
  • Márcia Pinto, n.º 10, 7.º G
  • Marta Rodrigues, n.º 10, 6.º G
2.º prémio
  • Idalina Martins, n.º 9, 7.º H
  • Marta Tavares, n.º 12, 8.º H
3.º prémio
  • Liliana Sena, n.º 9, 8.º H
  • Gonçalo Figueiredo, n.º 9, 87º H
Parabéns a todos!

Concurso Nacional de Leitura 2015


Ontem, dia 22 de abril, realizou-se, em Mortágua, a prova distrital do 9.º Concurso Nacional de Leitura.


Os alunos representantes do nosso agrupamento estão de parabéns pelo empenho e pela sua prestação nos diferentes momentos deste concurso. 
                                                                                                                  Boas leituras!

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor




O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é uma oportunidade para reconhecer o poder dos livros na mudança das nossas vidas para melhor e para apoiar os livros e os que os produzem.  

                                                                                              Irina Bokova, Directora-General of UNESCO





O dia 23 de abril é celebrado em todo o Mundo com a intenção de promover a leitura, os livros e o direito de autor.
A data foi proclamada em 1996 pela UNESCO, que disponibiliza no seu sítio na Internet informação sobre os eventos ao longo dos últimos anos e uma mensagem da diretora-geral, Irina Bukova, para além de várias sugestões e recursos para a comemoração da data, e ainda ligações para as diversas comemorações em todo o mundo.
Em Portugal a data tem sido assinalada ao longo dos anos pela DGLAB e pelos diversos organismos que a antecederam. O dia é igualmente comemorado com atividades de promoção do livro e da leitura em muitas bibliotecas, livrarias e escolas.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

61f625271f.jpg;pveeb32a4965452c2a

Antecipando o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, que se celebra no próximo dia 23 de abril, divulgamos a mensagem que Irina Bokova, directora-geral da UNESCO, escreveu para assinalar este Dia em 2015. A luta contra o analfabetismo junto dos jovens e dos grupos sociais mais desfavorecidos, numa perspectiva inclusiva e por meio das tecnologias da informação, é um dos principais vectores da sua mensagem. Aos livros, diz Irina Bokova, cabe a missão de “inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância”.

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é uma oportunidade para reconhecer o poder dos livros na mudança das nossas vidas para melhor e para apoiar os livros e aqueles que os produzem.
Como símbolos globais de progresso social, os livros – aprendizagem e leitura – tornaram-se alvos para aqueles que denigrem a cultura e a educação, que rejeitam o diálogo e a tolerância. Nos últimos meses, temos visto ataques contra crianças nas escolas e a queima pública de livros. Neste contexto, o nosso dever é claro – devemos redobrar os esforços para promover o livro, a caneta, o computador, juntamente com todas as formas de leitura e de escrita, de modo a combater o analfabetismo e a pobreza, a construir sociedades sustentáveis, e a fortalecer as bases da paz.
A UNESCO tem liderado a luta contra o analfabetismo, a ser incluída como elemento fundamental nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2015. A alfabetização é a porta para o conhecimento, essencial para a auto-estima e o empoderamento individuais. Os livros, em todas as formas, desempenham um papel essencial neste aspecto. Com 175 milhões de adolescentes no mundo – a maioria meninas e mulheres jovens – incapazes de ler uma única frase, a UNESCO está empenhada no domínio das tecnologias de informação e comunicação, em especial as tecnologias móveis, de forma a apoiar a alfabetização e a alcançar os excluídos com aprendizagem de qualidade.
Os livros são plataformas de valor incalculável para a liberdade de expressão e o livre fluxo de informação – estes são essenciais para todas as sociedades actuais. O futuro do livro como objeto cultural é inseparável do papel da cultura na promoção de vias mais inclusivas e sustentáveis ​​para o desenvolvimento. Através da sua Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, que celebra o seu 10º aniversário este ano, a UNESCO pretende promover a leitura entre os jovens e os grupos marginalizados. Estamos a trabalhar com a International Publishers Association, a International Booksellers’ Federation e a International Federation of Library Associations para apoiar as carreiras profissionais nas editoras, livrarias, bibliotecas e escolas.
Este é o espírito norteador de Incheon, na Coreia do Sul, que foi designada Capital Mundial do Livro 2015, em reconhecimento do seu programa para promover a leitura entre as pessoas e as camadas mais desfavorecidas da população. Esta designação entra em vigor no Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor e será comemorada com os participantes do ano anterior, Port Harcourt, na Nigéria.
Com Incheon e toda a comunidade internacional, vamos unir-nos para comemorar os livros como a personificação da criatividade, o desejo de compartilhar ideias e conhecimentos, para inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância. Esta é a mensagem da UNESCO sobre o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.
Mensagem de Irina Bokova, Directora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor 2015

Fonte:  http://www.bad.pt/noticia/2015/04/13/mensagem-da-unesco-para-o-dia-do-livro-e-dos-direitos-de-autor/